quarta-feira, 13 de março de 2013

ALBERTO SABIN ADOTA MEDIDAS EMERGENCIAIS


Plano de contingência improvisa 15 leitos no corredor

Além dos 18 leitos de Emergência do Hospital Infantil Albert Sabin, a unidade possui 15 leitos improvisados para casos de aumento na demanda. Ontem, macas no corredor recebiam crianças e seus acompanhantes
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ENTENDA A NOTÍCIA
A manhã de ontem foi de movimento intenso no Hospital Infantil Albert Sabin (Hias). Mais de dez macas eram vistas em um corredor próximo da entrada do Hospital. Segundo a Secretaria da Saúde, 50 casos atendidos possuíam perfil de atenção básica.

Da calçada da rua Tertuliano Sales, onde fica o Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), no bairro Vila União, era possível ver, através das janelas, as macas que ocupavam um corredor da unidade. Crianças e acompanhantes aguardavam atendimento em uma área improvisada da unidade na manhã de ontem.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), do total de 267 leitos da unidade, 28 são da Emergência. Para lidar com a alta demanda, um plano de contingência foi implantado, criando 15 leitos extras para o setor de Emergência do Hias, improvisados no corredor. Tal plano é acionado todas as vezes que os atendimentos ultrapassam 200 por dia, o que contabiliza os demais setores do Hospital. A média registrada na unidade tem sido superior a 200 atendimentos, segundo a Sesa, o que indica que o plano de contingência tem sido ferramenta constante.

Além do número de leitos, o plano ampliou o número de profissionais de enfermagem e médicos, que passaram de cinco para sete, como forma de atender esse setor. Segundo a Secretaria, o período que vai do fim do mês de fevereiro até abril apresenta um aumento de crianças com viroses, problemas respiratórios e em quadro febril no setor de Emergência do Hias, mesmo a unidade possuindo perfil terciário, devendo atender casos mais graves.

No entanto, 50 dos pacientes atendidos na manhã de ontem, segundo a Sesa, eram casos que poderiam ter sido resolvidos na atenção básica. A orientação da direção do Hias é de que os pais levem os filhos que apresentam casos mais simples às Unidades Básicas de Saúde.

Cena não é constante

Segundo uma mãe que acompanhava a filha, mas preferiu não ter o nome divulgado, a situação não era constante, pois ela havia estado há pouco tempo na unidade e não tinha visto aquela situação. No espaço, mais de 12 macas com pacientes estavam concentradas. Em algumas delas, médicos e enfermeiros já realizavam procedimento e exames simples nas crianças.

A identificação dos leitos improvisados é realizada por meio de papéis fixados nas paredes do corredor, com nome e idade das crianças que aguardavam atendimento na manhã de ontem. Durante a espera, crianças e acompanhantes dormiam indiferentes ao movimento do corredor. 

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