Quem escolhe seu remédio
Laboratórios farmacêuticos são agressivos no marketing junto aos médicos. Além de argumentos, material publicitário e brindes podem influenciar no receituário
O marketing agressivo dos laboratórios farmacêuticos pode chegar ao receituário médico. Nem sempre a evidência científica sobre a eficácia do tratamento é o que leva à prescrição do medicamento. Na prática, os médicos podem ser influenciados pelos propagandistas, que trabalham munidos de estudos científicos, adesivos, panfletos, amostras grátis e outros brindes.
“O código de ética médica proíbe qualquer tipo de comercialização da medicina, interação com laboratórios, óticas ou qualquer tipo de relação que haja interesse comercial. Se houver qualquer tipo de benefício para o médico prescrever um medicamento, o conselho condena”, adverte o oftalmologista Rafael Dias Marques Nogueira, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec).
Ele afirma desconhecer denúncias sobre práticas antiéticas desse tipo pelos médicos no Ceará, mas admite saber, nos bastidores, que há desvios profissionais. O médico é conselheiro há 20 anos no Cremec e foi vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) ano passado.
A postura do paciente diante do médico é o de perguntar se há alternativas ao medicamento receitado, como o genérico, ou, no caso de remédios de manipulação, quais os laboratórios que fazem a produção. Vale ligar para as farmácias para checar os preços. A economia pode ser grande.
Rafael Marques destaca ainda que deve-se ter cuidado para que a farmácia não troque a medicação por um remédio similar, que pode não ter a mesma dosagem ou associação do remédio indicado na receita. “O farmacêutico está habilitado para orientar o consumidor, mas ele não tem os conhecimentos clínicos daquele paciente. O genérico tem a mesma droga e pode substituir, mas o similar pode inclusive causar alergia”, alerta.
Há visitas sem pressãoA dermatologista Natália Braga alerta para a necessidade de não generalizar as pressões dos laboratórios sobre os médicos. Ela afirma não se sentir pressionada a receitar qualquer remédio, após a visita de um propagandista. Pelo contrário, considera o conhecimento de novos produtos positivo para ela e para os pacientes.
“Eu prescrevo a medicação que é melhor para o paciente. Não vejo problema (nas visitas dos propagandistas), mas tem que saber lidar com isso. Não recebo benefício, nunca fui assediada nesse sentido”, afirma. Ela ressalta que a fiscalização aumentou sobre essa relação e que está mais regulada, inclusive, a liberação de amostras grátis.
Sobre fatores que influenciam a prescrição, ela cita o poder aquisitivo do paciente. “No serviço público, eles preferem comprar em farmácia de manipulação ou genérico. No consultório, eles gostam de comprar o produto de marca”..(Jornal O POVO)
“O código de ética médica proíbe qualquer tipo de comercialização da medicina, interação com laboratórios, óticas ou qualquer tipo de relação que haja interesse comercial. Se houver qualquer tipo de benefício para o médico prescrever um medicamento, o conselho condena”, adverte o oftalmologista Rafael Dias Marques Nogueira, do Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará (Cremec).
Ele afirma desconhecer denúncias sobre práticas antiéticas desse tipo pelos médicos no Ceará, mas admite saber, nos bastidores, que há desvios profissionais. O médico é conselheiro há 20 anos no Cremec e foi vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) ano passado.
A postura do paciente diante do médico é o de perguntar se há alternativas ao medicamento receitado, como o genérico, ou, no caso de remédios de manipulação, quais os laboratórios que fazem a produção. Vale ligar para as farmácias para checar os preços. A economia pode ser grande.
Rafael Marques destaca ainda que deve-se ter cuidado para que a farmácia não troque a medicação por um remédio similar, que pode não ter a mesma dosagem ou associação do remédio indicado na receita. “O farmacêutico está habilitado para orientar o consumidor, mas ele não tem os conhecimentos clínicos daquele paciente. O genérico tem a mesma droga e pode substituir, mas o similar pode inclusive causar alergia”, alerta.
Há visitas sem pressãoA dermatologista Natália Braga alerta para a necessidade de não generalizar as pressões dos laboratórios sobre os médicos. Ela afirma não se sentir pressionada a receitar qualquer remédio, após a visita de um propagandista. Pelo contrário, considera o conhecimento de novos produtos positivo para ela e para os pacientes.
“Eu prescrevo a medicação que é melhor para o paciente. Não vejo problema (nas visitas dos propagandistas), mas tem que saber lidar com isso. Não recebo benefício, nunca fui assediada nesse sentido”, afirma. Ela ressalta que a fiscalização aumentou sobre essa relação e que está mais regulada, inclusive, a liberação de amostras grátis.
Sobre fatores que influenciam a prescrição, ela cita o poder aquisitivo do paciente. “No serviço público, eles preferem comprar em farmácia de manipulação ou genérico. No consultório, eles gostam de comprar o produto de marca”..(Jornal O POVO)
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