Jaguaribara: a Velha e a Nova
Jaguaribara foi distrito de Jaguaretama, até que a Lei de nº 3.550 de 9 de março de 1957, promoveu-o a município.
A denominação atual de Jaguaribara oficializou-se com o Decreto Lei nº 1.113 de 30 de dezembro de 1943, sendo uma referência a tribo tupi que habitava a região. Etimologicamente Jaguaribara significa Moradores do Rio das Onças.
A Nova Jaguaribara
A história de Jaguaribara começou a mudar em 1985, quando chegaram ao município, as primeiras notícias acerca da construção da barragem do Castanhão.
A população foi avisada de que haveria desapropriação de imóveis e retirada dos moradores para uma área mais alta, não atingida pela obra. O maior reservatório de água doce do Ceará, destinado à irrigação, iria inundar cerca de 2/3 (dois terços) de Jaguaribara, inclusive a antiga sede do município.
O processo de desapropriação e retirada gradativa dos moradores aconteceu sob protestos, grande resistência da população e de várias instituições, como a associação de moradores e a Igreja Católica, em razão da indefinição sobre as condições sociais e econômicas em que se dariam os reassentamentos.
A nova cidade começou a ser construída em 1997, e em julho de 2001, as ílias começam a deixar suas casas.
Inaugurada em 25 de setembro de 2001, a cidade de Nova Jaguaribara foi construída numa área de 300 hectares, e se tornou o primeiro município cearense a ser criado com uma estrutura toda planejada.
O Governo do Estado investi no projeto, que contemplou aos moradores da cidade antiga e do distrito de Poço Comprido, que também foi afetado pela construção da barragem do Castanhão.
A nova sede conta com réplicas da antiga, correspondentes à igreja matriz e a igreja do Poço Comprido. Foram deslocadas aproximadamente 3.600 pessoas da área urbana, além da população rural da área inundada e da área atingida pelas obras civis, o que implicou no deslocamento de cerca de 8.000 pessoas, residentes nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama, Alto Santo e Jaguaribe.
Passados quase 10 anos da histórica inauguração da nova cidade em 2001, a situação dos reassentados é bastante crítica:
403 famílias não possuem escritura pública das casas;
403 famílias não possuem escritura pública das casas;
42 lotes no Projeto Mandacaru, não podem ter financiamento bancário porque não foram legalizados, e assim, agricultores não conseguem plantar;
Proprietários de terras não receberam indenização, mas em alguns casos a indenização foi considerada paga.
Famílias de áreas atingidas pelas águas do Castanhão, não foram assentadas e ficam em situação de risco quando as comportas são abertas ;
centenas de famílias aguardam uma adutora prometida pelos governos Federal e do Estado, e passam sede, enquanto veem as águas do Castanhão passarem em frente das casas.
Se transformadas em dinheiro todas as pendências sociais desde a instalação do Complexo Castanhão somam cerca de R$ 6,9 milhões os recursos reclamados por mais de 400 famílias em mais de 15 anos desde o inicio da construção da barragem.
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