Construção do trecho entre Missão Velha e Pecém está parada há 4 meses.
As obras de artes especiais (OEAs) – que incluem pontes, túneis e escavações – estão ainda mais atrasadas, com 3% de execução.
O G1 visitou o ponto onde terminam os 4 km de trilhos instalados a partir de Missão Velha e encontrou a obra parada. Não há máquinas ligadas ou homens trabalhando. Materiais como trilhos, dormentes e tubulações estão abandonados perto do fim da linha. A passagem feita para ligar a zona rural à cidade durante a execução dos serviços da ferrovia está destruída, deixando moradores sem acesso. Equipamentos da prefeitura tentam consertar o caminho danificado.
O orçamento total para a construção nos três estados, que era de R$ 4,5 bilhões em 2007, saltou para R$ 7,5 bilhões em 2013. Até janeiro, segundo o Ministério dos Transportes, já haviam sido liberados R$ 4,7 bilhões para o empreendimento. A ferrovia é financiada 100% com verbas públicas. As obras entre Missão Velha-Pecém custariam inicialmente R$ 1,6 bilhão, mas a previsão atual é que sejam investidos R$ 2,1 bilhões, sendo que R$ 145 milhões já foram consumidos.
O Ministério do Transportes não detalhou o que já foi feito no trecho cearense com o dinheiro. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) disse que não encontrou irregularidades na obra.
O trecho de ferrovia que liga Missão Velha até Salgueiro (PE), também parte da Transnordestina, foi concluído em fevereiro de 2013. São 96 km de trilhos, 50 deles no Ceará (veja no mapa acima). Em janeiro, o G1 mostrou que as obras da ferrovia Transnordestina no sertão do Piauí, que já consumiram R$ 1,075 bilhão e deveriam ter sido entregues em 2010, estão paralisadas e abandonadas desde setembro de 2013.
Segundo o Ministério dos Transportes, a construção do trecho entre Missão Velha e Pecém parou em outubro de 2013, depois que a construtora Odebrecht rompeu contrato com a concessionária Transnordestina Logística S.A., responsável pela ferrovia. Procurada diversas vezes pelo G1 por telefone e e-mail para falar sobre o rompimento, a Odebrecht afirmou que não responde mais pelo empreendimento e disse que não irá se pronunciar.
Em 2011 e 2012, os trabalhadores da obra reivindicaram aumento para dar continuidade aos trabalhos. De acordo com o Ministério dos Transportes, a construtora alegou não poder arcar com a elevação dos salários e rescindiu unilateralmente o contrato. O ministério disse que a concessionária ''está em fase final de contratação de empreiteiras para a execução do trecho" e que o trabalho "está em ritmo adequado até sua conclusão em setembro de 2016''.
Fonte:http://g1.globo.com/ceara/noticia/2014/03/trecho-cearense-de-ferrovia-de-r-75-bilhoes-tem-so-4-de-obra-concluida.html
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