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No fim do século XIX e no começo do século seguinte, a Estrada de Ferro do Baturité foi responsável pelo desmatamento de uma expressiva área do Nordeste. O consumo de lenha pelas locomotivas a vapor - históricas Maria-Fumaça - obrigaram a E.F.B. contratar milheiros de metros cúbicos de madeira. As árvores de maior porte eram transformadas em dormentes, peças que eram colocadas transversalmente à via onde se assentavam e fixavam os trilhos da ferrovia.
O governo preocupado com o devastamento da flora, resolveu iriou um horto florestal que foi localizado em Quixadá, por possuir terras adequadas nas juzantes do Açude do Nordeste. No início de 1911 instalou-se nas proximidades da barragem do Cedro, no terreno fronteiriço onde se acha a sede da ACOCECE e para administrá-lo o botânico Dr. Alberto Lofgrem. Ocupou uma área de 12 ha. e após um ano de funcionamento já dispunha de 104.255 exemplares das diversas espécies selecionadas para o reflorestamento. Em 1912, milhares de mudas foram distribuídas para todo o Ceará. Em 1913, a distribuição de mudas destinadas ao reflorestamento atingiu o expressivo número de 38.313. Em 1914 foram distribuídas 72.010 mudas de cassuarina, castanheira, canafístula, timbaúba, além de árvores frutíferas como laranjeira, mangueira, etc.
Nesta época, começou o horto a difundir, no Ceará, o Ficus Benjamina e o Eucalípto, até então desconhecidos em nosso estado. Faltou visão aos que sucederam àqueles que viam, na preservação da flora, a própria sobrevivência do homem, que também sucumbirá quando soltar o exaurido machado, após a derrubada da última árvore.
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Na foto acima vemos a casa onde funcionou o Horto Florestal juntamente com a sede da Escola Agrícola.
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