
Às Margens do Açude Eurípedes, Eu Sentei e Chorei
Samuel Paiva
Samuel Paiva
Quando as brigas acontecem, temos como nos proteger. Quando uma doença nos aflige, temos como nos medicar. Quando um mal se aproxima, nós temos noção de sair de perto ou acabar com a situação, pois somos seres pensantes... Mas a natureza morre de forma lenta e os sinais são quase imperceptíveis aos olhos dos não amantes da vida.
Eurípedes era um cidadão quixadaense que muitos da minha idade não conheceram, mas segundo contam os mais velhos, era uma pessoa de um coração enorme e estava sempre do lado do bem e do povo. Se vivo fosse, seria uma decepção pra ele saber que o açude que carrega o seu nome está abandonado, perdido no meio da poluição.
A Natureza precisa de um olhar especial. Como diz o titulo, eu sentei às margens do açude e chorei pois é um crime uma coisa dessas... Como sou curioso, fui pesquisar se existem projetos para essa natureza esquecida e soube que existe na gestão atual um compromisso de revitalização em torno do "Lago" para transformar a nossa Rocha Monolítica em atração, assim como a Pedra do Cruzeiro e a da Galinha Choca... seria uma junção de tecnologia boa e natureza prejudicada. Caso isso aconteça nós teremos um lugar pra sentar às margens e rir, não pra chorar.
Quixadá é a terra monolítica, que ficará pra sempre nos coração de quem ama a natureza. Terra que todo mineral sólido é protegido para não ser roubado baratamente pelos sem cerebro e com bolsos fundos.
Espero que daqui a uns anos eu sente às margens do Açude Eurípedes e gargalhe muito pois da vida só levamos as boas lembranças e vocês leitores, façam parte desse pensamento reflexivo no qual eu pensei dias antes de fazer.. posso impactar alguns e até influenciar outros, mas vocês são o nossos futuro pois tudo depende da COLETIVIDADE!

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