segunda-feira, 18 de março de 2013

INÊS DE CASTRO, A AMANTE DO IMPERADOR



Dama da corte , amante do príncipe herdeiro que viria a ser rei com o título de D.Pedro I, Inês de Castro foi assassinada por motivos políticos e seu drama imortalizado por Camões em Os lusíadas.
Filha ilegítima de um nobre da Galícia, Inês de Castro nasceu por volta de 1323 em Castela. Em 1340 foi para Portugal como dama de honra de Dona Constança, filha do infante espanhol D. Juan Manuel, quando esta se casou com o príncipe D.Pedro, filho do rei de Portugal, D.Afonso IV.
Com a morte de Constança em 1345, apesar da oposição do rei, D.Pedro casou-se secretamente com Inês. O casal teve quatro filhos. Essas crianças e mais a presença em Portugal de Alfonso e Fernando, irmãos de Inês, provocaram intrigas na corte e alimentaram a suspeição do rei, que temia pelos direitos sucessórios de seu neto Fernando, filho de Constança. No dia 7 de janeiro de 1355, na ausência de Pedro, conspiradores prenderam Inês em Coimbra. O rei ignorou seus desesperados apelos e ordenou a execução, lamentada nos versos indignados de Camões: "Que furor consentiu que a espada fina/ Que pode sustentar o grande peso/ Do furor mauro,fosse alevantada/ contra uma fraca dama delicada?"
Em 1357, Pedro subiu ao trono e desencadeou sua vingança. Mandou executar os matadores e ordenou que os restos mortais de Inês fossem transportados do mosteiro de Santa Clara para Alcobaça, com pompas reais. De Antonio Ferreira a Henri de Montherlant, o drama de Inês de Castro tem sido tema de inúmeras peças de teatro e de outas artes, como a pintura, permanecendo ao longo dos tempos como um dos grandes mitos europeus do amor.

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