quinta-feira, 20 de junho de 2013

A COLONIZAÇÃO DO CEARÁ

Forte de São Sebastião

Até o ano de 1606, vários povos indígenas habitavam as terras correspondentes ao atual estado do Ceará. Distantes da ameaça dos colonizadores portugueses, viviam da caça, da pesca , da coleta e do cultivo de pequenas roças de mandioca e milho.
Em 1603, o português Pero Coelho de Sousa organizou uma expedição e partiu do Rio Grande do Norte com destino ao Ceará para iniciar o povoamento da região.
Na Serra de Ibiapaba, na fronteira com o Piauí, ele enfrentou  e venceu os Tabajaras e seus aliados franceses, que ali haviam se estabelecido. Às margens do rio Ceará, fundou uma povoação à qual deu o nome de Nova Lisboa. A fim de promover o progresso da povoação, Pero Coelho começou a aprisionar índios para vendê-los como escravos e com isso perdeu o apoio dos indígenas.
Três anos depois, em 1606, o Ceará enfrentava a primeira seca de que  se tem notícia e Pero Coelho e seus homens dirigiram-se para a Paraíba.
Martim Soares Moreno, que havia participado da expedição de Pero Coelho, voltou ao Ceará em 1611. Ao contrário de Pero Coelho, que aprisionava e escravizava os índios,  ele aproximou-se deles e conquistou-lhes a simpatia.
Ganhando a confiança dos índios, foi fácil tê-los como aliados na defesa da terra cearense contra invasores franceses e holandeses. Em 1612 Martim Soares liderou a construção do Forte de São Sebastião, na embocadura do rio Ceará, a cerca de dez quilômetros do local onde se situa a atual cidade de Fortaleza.



Rio Ceará década de 1920 


Em 1619, Martim Soares Moreno recebeu do rei de Portugal o título de "Senhor da Capitania do Ceará" e conseguiu o direito de explorar essa capitania por um período de dez anos. Em 1631, retirou-se do local. Recebeu também o título de "FUNDADOR DO CEARÁ".


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