quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

DEIXE JESUS ADENTRAR NA SUA FESTA DE NATAL - João Eudes Costa



DEIXE JESUS ADENTRAR NA SUA FESTA DE NATAL
João Eudes Costa
Há séculos, a data de 25 de dezembro, quando comemoramos o nascimento de 
Jesus, sofre contestação, talvez pelo fato de o evangelho não indicar dia nem mês
do natal de Cristo.
Registros enciclopédicos informam que a data de 25 de dezembro foi fixada a fim
de cristianizar grandes festas pagãs, que celebravam o nascimento do “Vitorioso 
Sol” no tradicional culto solar. O objetivo era oferecer sacrifício e suplicar 
pelo retorno da luz, porque as noites, naquela época do ano, eram mais 
longas e muito frias.
Passaram então a comemorar o nascimento de Jesus em 25 de dezembro
no calendário Juliano e em 06 de janeiro no egípcio, porque, neste dia, 
celebrava-se o aniversário do “Sol Invencível”. Era tal a importância da estrela 
solar, que, em 274, o imperador Aureliano proclamou o “Deus do Sol” 
como padroeiro do Império.
Todas as divergências tornam-se insignificantes se, a 25 de dezembro ou em 
outra qualquer data, tivermos o propósito de comemorar o nascimento de 
Jesus imbuídos do verdadeiro espírito cristão.
O Natal que se aproxima, com certeza, não será diferente dos anteriores. 
Pouco a pouco o importante evento da cristandade está voltando às 
comemorações milenárias das festas pagãs, quando não era o Cristo o centro 
das festividades.
Como comemorar o verdadeiro Natal de Jesus, se o aniversariante está cada vez 
mais ausente das festividades? Como festejar o natalício de alguém se 
não permitimos a sua presença? Não será porque a sua humildade conflita 
com a opulência do seleto evento? O teólogo grego Orígenes, no ano de 245,
já repudiava a maneira de se comemorar o nascimento de Cristo com as pompas
de um Faraó.
O Natal que agrada Jesus deve ser um encontro de confraternização, onde não se 
faça restrições de qualquer espécie. Como, então, alegrar o aniversariante que 
foi exemplo de humildade, fechando as portas, impedindo a participação dos 
pobres, excluídos pela impossibilidade de cooperar com os altos custos do 
evento e sem recursos para oferecer um presente para enfeitar as ricas árvores
de Natal? Como alegrar Jesus se esbanjamos em fartas mesas alimento 
cujo desperdício daria para saciar a fome de muitas famílias?
Com que direito os oradores, na noite de Natal, em seus eloquentes 
discursos, confessam-se emocionados com a angústia da Sagrada Família, 
que não encontrou nenhuma porta aberta que acolhesse Maria portando, no 
ventre, o Salvador do mundo, se agora, as portas fechadas impedem a entrada
de Jesus em sua festa?
A troca de presentes entre os que festejam o Natal, não rememora a atitude 
dos astrólogos do Oriente, que levaram presente ao Deus Menino a quem 
queriam homenagear, pois não trocaram presentes entre si.
Será que nas comemorações natalinas alguém se lembra de oferecer presente
ao aniversariante? Não é preciso que seja valiosa joia de ouro ou prata e sim 
coisas simples, embora de grande valia para Jesus, que sorri ao receber corações 
que, em todos os dias do ano, praticaram a oração da caridade, conjugando o 
verbo amar e acolheram com afeto os pobres e desamparados.
Não magoamos as chagas de Cristo porque ao receber tão valorosos presentes, 
Ele constata que não foi em vão o seu sacrifício, oferecendo a própria vida para 
nos livrar da impura ambição, da repudiada vingança e do desamor que acende,
no mundo, a fogueira da maldade, que fomenta as sangrentas lutas fratricidas. 
Neste natal, vamos convidar Jesus para a sua festa, para cantar, ao nosso 
lado: NOITE FELIZ.




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